A fauna terrestre ocorrente na PCH do Tigre apresenta espécies relacionadas à vegetação Floresta com Araucárias, em um cenário de combinações formado por matas, cursos d’água e áreas abertas, estas principalmente representadas por campos agrícolas e de pastagem.

A fauna de mamíferos exibe animais de diversos tamanhos e de uso de habitats. Espécies que se adaptam mais facilmente às modificações ambientais, como capivara, tatu e gambá, são mais comuns na região. Ocorrem também espécies como paca, quati, mão-pelada, furão, morcegos e ratos-silvestres, ocupantes principalmente de ambientes florestados. De maior porte encontram-se cachorro-do-mato e veado- catingueiro, já registrados próximos ao eixo da barragem. Também há registros de espécies ameaçadas no Paraná, como gato-do-mato-pequeno e bugio-ruivo, enfatizando a importância da preservação da mata nativa para a manutenção desses animais na região.

Estima-se a ocorrência de aproximadamente 400 espécies de aves na área da PCH do Tigre, quantidade elevada em comparação às cerca de 750 registradas no Paraná. Na região observam-se frequentemente aves de ocorrência predominante em áreas abertas e bordas de matas, como curicaca, anu-branco, pica-pau-do-campo, pintassilgo, tesourinha, sanhaçus, papagaios e gaviões. Mas também espécies típicas de ambientes florestados, como tucano-de-bico-verde e arapaçus. Das aves de hábito noturno, estão as corujas, mãe-da-lua e bacurau-tesoura-gigante. Ocorrem ainda espécies associadas ao meio aquático, habitando principalmente o rio Marrecas, como biguá, maçarico e marreca pé-vermelho, todas espécies já avistadas no reservatório.

Os répteis são principalmente representados pelas serpentes, destacando-se a jararaca, coral e cascavel em decorrência de seus potenciais de veneno em acidentes com moradores e trabalhadores locais. Há ainda lagartos, comumente em rochas e áreas abertas, e cágados, associados a ambientes aquáticos, como o rio Marrecas.

Os anfíbios ocupam lagoas, pequenos córregos, várzeas e outros corpos d’água em diferentes disposições na área. Observa-se uma recente colonização de anfíbios em banhado às margens do reservatório, sendo um ambiente criado após o alagamento. Entre as espécies mais comuns estão sapo-cururu, perereca-martelo, rã-chorona, rã-cachorro, rã-manteiga e pererequinha-do-brejo, que ocorrem principalmente nesses ambientes abertos. Mas também há espécies estritamente florestais, como a rã-boi, registrada em matas da região. O monitoramento e conservação de anfíbios são de grande importância devido à sua relação com o ambiente aquático, sendo bastante sensíveis às modificações ambientais deste meio.